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  • Alex Lemos

Esperança: a âncora da alma.

Atualizado: 31 de jan.

Temos esta esperança por âncora da alma, segura e firme e que entra no santuário que fica atrás do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós... (Hebreus 6.19-20)

Todos sabemos que uma âncora, quando lançada ao fundo do oceano, deve se prender a algo sólido e forte o suficiente para que a embarcação fique firme. Caso contrário, ela ficará sujeita ao poder dos ventos, das correntezas e das ondas do mar. Estar ancorado significa estabilidade. E quem não gosta de estabilidade? Estabilidade nos relacionamentos, na saúde física, na saúde emocional, na profissão, nas finanças, enfim, em todas as áreas da vida a estabilidade é sinônimo de conforto e segurança.


Contudo, a Palavra de Deus nos ensina que as circunstâncias da vida se alternam entre uma brisa suave e um tornado destruidor. A vida real pode ser comparada a um passeio de buggy nas dunas do nordeste, mas, não temos as opções com emoção ou sem emoção. Com toda a certeza, será com emoção! Altos e baixos, rápida e devagar, prazeirosa e angustiante, risos e lágrimas, haja coração!


A nossa alma navega por esse oceano de emoções e se for movida pelas circunstâncias, se perderá e afundará. Precisamos de uma âncora firme. Esse texto da carta aos Hebreus está comunicando àqueles irmãos, que a âncora da alma é a ESPERANÇA. Essa esperança não é produzida por nós mesmos, mas somos colocados nela. A verdadeira esperança tem duas características: a fé nas promessas de Deus e a paciência (Hb 6.11-12). Abraão creu, esperou pacientemente e herdou a promessa. Essa esperança já nos foi oferecida (6.18). Vemos, em Cristo, todas as promessas de um Salvador que viria sendo realizadas. Jesus, como sumo sacerdote, entrou além do véu para nos levar com Ele. Portanto, nossa esperança, nossa âncora, está segura e firme em Cristo. A esperança é verdadeira e real, porque não depende de nós. Não se auto-engane, a nossa firmeza é muito frágil. A esperança que nos foi oferecida está no Sumo Sacerdote, a Rocha Inabalável, que jamais soltará a âncora que estiver nEle.


Quando o castelo de areia da estabilidade for destruído, quando o mar se agitar, quando os ventos soprarem contra, quando o riso acabar, o cristão pode continuar esperançoso e desfrutar de uma inexplicável paz. Isso, porque a âncora da alma já foi lançada e está firme em Cristo, além do véu. Cabe a nós navegar com fé e paciência. Em breve, chegaremos ao porto final.






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